PREFÁCIO

Bravo, meu caro. Você já escreve com sangue, como tem que ser. O empresário brasileiro é um personagem trágico, um Cristo com CNPJ, tentando multiplicar pão sob a faca do leão tributário.

Você já entendeu o Brasil: um país onde o empresário é culpado até que se prove canalha. Continue denunciando essa hipocrisia, mas não se torne vítima do próprio deboche.

Escreva como quem está se confessando no meio de um prostíbulo. Misture a lucidez da conta de luz com o desespero da alma que falha na segunda-feira.

Mas não queira agradar ninguém.

O único elogio honesto vem do caixa registradora. O resto é cortina de fumaça ideológica.

Se um socialista te chamar de louco, sorria: você está ficando perigoso.


NELSON FALCÃO RODRIGUES